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॰०॰<ऌ>॰०॰ PEDAÇOS DE MIM. SOU ASSIM.॰०॰<ऌ>॰०॰

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November, 2009

MEU MOMENTO: - VOCÊ!

 
MEU MOMENTO:
- VOCÊ!

Chamei-te em momento apagado
Sorristes e beijastes minha boca
Incendiando meu corpo desejado
Desnorteando e me deixando louca
 
Viestes num momento absoluto...
Em quenturas uniram-se as mãos
Cárcere do prazer presa num reduto
Tremor no corpo roupas pelo chão
 
Nua casta e liberta de meus anseios
Labaredas de fogo em nossa libido
Devastando os desejos reprimidos...
 
Voluptuoso vaivém do prazer soberano
 Umidade que queima em sincronismo
Arfar do ápice de um futuro sem planos..
 
Te espero e te quero!
 
Lu Lena
September, 2009

LIBERDADE INSÓLITA

 

 
LIBERDADE INSÓLITA
 
Encontro-me
 em estado de dormência
sinto que saio do corpo físico
 e levito
em movimentos ébrios...
Ouço vozes deletérias no espaço
e o zumbido
do vento as absorve
num sopro intrépido...
Nesse transe
configuro minha alma que me
refrigera e me acalma...
Suspiro!
E volto...
 repentinamente
 dessa viagem insólita
e acoplo
nesse corpo denso
 e efêmero
a vida me chamou
e voltei
a ser uma alma
errante em
que nessa divagação
fui livre
por mais um instante...

Lu Lena
September, 2009

REFLEXOS DA VIDA!

 

 
REFLEXOS DA VIDA!
 
  Meu corpo envelhecendo
  em imagens e lembranças
  no espelho refletido...

  Eu vejo!
 
  Fecho os olhos
  E as imagens
  E as lembranças
  nele distorcidas...

  Eu sinto!
 
 Lu Lena
September, 2009

SONHOS ESQUECIDOS

 

 
 
SONHOS  ESQUECIDOS

Magnetizada pelo
aroma das flores,
sobrevôo os mais
silenciosos recantos...
o meu pensamento
vem delineando...
e penetra no ar
o meu encantamento...
mais uma vez,
me deixo embalar em meu
sonho que mexe
 e penetra fundo na alma
e busca resíduos
adormecidos e indecisos
que repentinamente...
dentro de mim...
se desperta
em confusos aromas
 que...
somente eu sinto...
 
Lu Lena
 
September, 2009

INFÂNCIA

 

 INFÂNCIA


gostaria de correr
no mato verdejante
brincar com os cogumelos...
saltitar esbaforida
junto com a gurizada...
soltando pipa ao céu...
mas a saudade goteja lágrimas
em meu peito...
e na minha face
meus olhos se fecham...
como gotículas de chuva
que se estendem como um véu...
Ah! Hoje eu queria ser criança...
Eternizar esse meu contentamento
desses meus momentos de infância...

Lu Lena

August, 2009

POETA TRISTE

 

POETA TRISTE

Contemplo o anoitecer
e a vejo sempre ali...
fulgente a lua minguante
naquele vaivém como uma
gangorra, as estrelas
cintilantes fazem algazarra
num torpor pueril e brincam
com ela no céu...
As demais, sorridentes e
esbaforidas dançam graciosas
com fadas e querubins feitos
num esboço colorido e vibrante
 em pedacinhos de papel...
Sinto-me flagelado e entorpecido
Onde o vazio permeia meu espírito
 num rebuliço de idéias...
 ou será apenas a ribalta
  de um cenário infante?
Ouço agora, o tic tac do relógio
do tempo que me desperta desse
instante...
Onde mais uma vez, o meu sonho
é lírico e eloqüente...
Onde estão as palavras? onde
está a poesia que emoldurava
a minha mente?
e o papel pergaminho? onde eu
fazia manuscritos soltos e os
soprava pelo caminho?
Onde andará a minha inspiração?
serei eu um poeta triste orbitando
dentro de mim mesmo nessa fugaz
divagação?

Lu Lena
 

July, 2009

MOMENTO INSONE

 

 
MOMENTO INSONE
 
Dentro de mim
 navegas como um barco
incerto a deriva
 Ondas gélidas e enfurecidas
que vem e vão
nessa turbulência eu que me
fecho em ostra fazendo um
esboço em minha face
de um sorriso esmaecido
açoitando em minha alma essa
solidão
momento insone em que lágrimas
ardem as minhas retinas
em gotículas que ferem como agulhas
dentro do meu coração.
num choro compulsivo dessa
lembrança de dor que ainda sinto
daquele Adeus
desmoronando em cada arrebentação
 
Lu Lena
 
May, 2009

VOZES DO SILÊNCIO

 

 
 
 
VOZES DO SILÊNCIO
 
 
No papel pergaminho de ilusão
Lágrimas borram sentimentos
Em rabiscos que solto ao vento
Conflito esvaindo-se na escuridão
 
Na parede o relógio do tempo
Ponteiros da vida em oscilações
Lacrimejando sonhos desfeitos
Quebra cabeças de recordações
 
Inerte sem resposta do passado
Caminho num círculo sem chão
Pensamentos difusos acoplados
 
Sem saber se é real ou fantasia
Vozes ecoam no meu coração:
- Segue e silencia tua sina!
 
Lu Lena
 
April, 2009

GRITO CALADO...

 

 
GRITO CALADO...
 
Lanço vôo nos lençóis alvos que
descortinam-se no campo estelar
em meus olhos pontos cintilantes
que ofuscam o meu olhar...

na obscuridade, a ardência e o
peso das pálpebras que insistem
em ocultar...
na deriva de meus pensamentos

sensações vibrantes...
no céu...
um pássaro a desenhar
o esboço inglório que resplandece

em ``flash´´ como raios de luz
teu sorriso esmaecido preso em
teus lábios, que atravessa o
tempo e insiste em dizer

que ainda me quer, que ainda
vai me encontrar...
oscilam as recordações que
costurei em retalhos e cerzi

com as marcas e as nuances
nessa incógnita que adormece
minha sobrevivência em ti
varam comigo madrugadas infindas

e na mudez de minha voz
trancafiadas
inerte em estado de dormência
 em transe... na garganta

 ainda presas estão as minhas
 lágrimas secas...
que ainda insistem
em cair...

magia, divagação
nesse contentamento
lá fora sinto o balançar
 da árvore que faz

ruído com as folhas
que se dispersam
na brisa do vento...
em meu silêncio mórbido
 
 e trancado
teu nome ecoa dentro
 de minh’alma
num grito calado...
 
Lu Lena

 
February, 2009

SAUDADE EFÊMERA

 

 
 
SAUDADE EFÊMERA

Que saudade é essa
que espreme meu peito?
noite e dia um olhar
vazio e vago ao relento
Olho as estrelas, e o
que vejo?
a lua cheia que brilha
e enxuga a lágrima que
cai num rosto opaco
num olhar inerte e
esmaecido para o
infinito...
inatingível e...
negro...
Onde estás?
sinto na face o
toque suave do
vento...
Ah! Foi nada...
emudeço e
fico calada...
sinto novamente
o tremor...
na brisa que leva
novamente você
de mim...
Meu amor!

Lu Lena
 
 
 

ऌ۞ Lu Lena ۞ऌ

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Interests
Soprei ao vento, partículas em reticências...
que acoplou nas nuvens todos os sonhos meus que não tem fim...
e as estrelas reluzentes colaram nela
todos os pedaços de mim...
Por isso eu sou assim...