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॰०॰<ऌ>॰०॰ PEDAÇOS DE MIM. SOU ASSIM.॰०॰<ऌ>॰०॰

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May, 2009

VOZES DO SILÊNCIO

 

 
 
 
VOZES DO SILÊNCIO
 
 
No papel pergaminho de ilusão
Lágrimas borram sentimentos
Em rabiscos que solto ao vento
Conflito esvaindo-se na escuridão
 
Na parede o relógio do tempo
Ponteiros da vida em oscilações
Lacrimejando sonhos desfeitos
Quebra cabeças de recordações
 
Inerte sem resposta do passado
Caminho num círculo sem chão
Pensamentos difusos acoplados
 
Sem saber se é real ou fantasia
Vozes ecoam no meu coração:
- Segue e silencia tua sina!
 
Lu Lena
 
April, 2009

GRITO CALADO...

 

 
GRITO CALADO...
 
Lanço vôo nos lençóis alvos que
descortinam-se no campo estelar
em meus olhos pontos cintilantes
que ofuscam o meu olhar...

na obscuridade, a ardência e o
peso das pálpebras que insistem
em ocultar...
na deriva de meus pensamentos

sensações vibrantes...
no céu...
um pássaro a desenhar
o esboço inglório que resplandece

em ``flash´´ como raios de luz
teu sorriso esmaecido preso em
teus lábios, que atravessa o
tempo e insiste em dizer

que ainda me quer, que ainda
vai me encontrar...
oscilam as recordações que
costurei em retalhos e cerzi

com as marcas e as nuances
nessa incógnita que adormece
minha sobrevivência em ti
varam comigo madrugadas infindas

e na mudez de minha voz
trancafiadas
inerte em estado de dormência
 em transe... na garganta

 ainda presas estão as minhas
 lágrimas secas...
que ainda insistem
em cair...

magia, divagação
nesse contentamento
lá fora sinto o balançar
 da árvore que faz

ruído com as folhas
que se dispersam
na brisa do vento...
em meu silêncio mórbido
 
 e trancado
teu nome ecoa dentro
 de minh’alma
num grito calado...
 
Lu Lena

 
February, 2009

SAUDADE EFÊMERA

 

 
 
SAUDADE EFÊMERA

Que saudade é essa
que espreme meu peito?
noite e dia um olhar
vazio e vago ao relento
Olho as estrelas, e o
que vejo?
a lua cheia que brilha
e enxuga a lágrima que
cai num rosto opaco
num olhar inerte e
esmaecido para o
infinito...
inatingível e...
negro...
Onde estás?
sinto na face o
toque suave do
vento...
Ah! Foi nada...
emudeço e
fico calada...
sinto novamente
o tremor...
na brisa que leva
novamente você
de mim...
Meu amor!

Lu Lena
 
 
January, 2009

FOGO EM PAIXÃO

 

 
PAIXÃO EM FOGO

Quero-te!
Tenho presa...
Não espero...
Atiças...
Meu corpo
Ao teu colado
Transborda
Sensualidade
Em delícias...
Respingos
suores...
Em espasmos...
Trepida e morna...
 Entrego-me!
em quenturas
que aflora...
fico insone...
e de ti...
sinto fome...
Morro e renasço
De tanto te querer...
Vem!
e silencia-me com
os teus beijos...
nessa volúpia em
vontades e desejos...
toca-me devagar...
e sinta-me
nesse balanço
Do prazer...
Faça-me tremer...
corpo e alma
em junção...
que sempre
culmina nesse
ato prazeroso...
Eu e tu!
nesse vaivém
em carícias de
paixão em fogo...
 
Lu Lena
 
January, 2009

DESILUSÃO

 

 
DESILUSÃO
 
 
De pudores me despi
fiz-me mulher...
buscando prazeres
mundanos...
entreguei-me
a ti...
o beijo que me deu,
corrompeu-me...
enfeitiçou-me! 
ao mesmo tempo
libertou-me...
um peito oprimido
de um momento
único vivido
contigo...
e uma paixão
 novamente
reverte-se
em pó...
na garganta
a amargura
de uma lágrima
 presa por um
nó...
nesse adeus
silencioso
em que...
mais uma vez
sinto-me só...
 
Lu Lena
 
 
January, 2009

DEVANEIO TRISTE

 

 
 
DEVANEIO TRISTE
 
 
Nas lágrimas que borram o céu altivo
vejo a lua que chora triste e sombria
as estrelas já espremidas e sem brilho
na trágica sina dessa minha melancolia

No vão oco obscuro de minha incoerência
busco-te num coração flagelado e de luto
perambulando em busca de minha existência
sou uma peregrina enclausurada num reduto

Teu sorriso disperso na luz do luar eu vi...
eu sigo sim, nesse destino em emoções secas
nesse meu arrebatamento transfigurado em ti

Saudade enegrecida que causa tanto tormento
Círculo vicioso que acopla em nuvens negras
para mais uma vez não te ter nesse momento...
 
Lu Lena
 

MEU CORPO NO TEU

 

 

 
MEU CORPO NO TEU
 
Tatue!
em meu corpo palavras insidiosas
goteje nele metáforas libidinosas
 
contorne-me!
com tua língua e rastreie
pontos obscuros desse nosso
mistério e decifra-o no escuro...
 
entorpeça-me!
nessa lassidão na penumbra
estonteante, acariciando-me
sem demora, fico indolente e
entrego-me a essa loucura...

faça-me!
ter espasmos orgásticos, nessa
tua aproximação, onde meu instinto
selvagem aflora nessa perdição...
 
Arrepia-me!
Para que eu possa levitar quando tua mão
numa umidade extasiante vier me tocar...

Queime-me!
em labaredas desse fogo incontido e
devasso, latejante que arde e fere...
quanto tocas com teus dedos em minha pele
 
aglutine!
teus beijos em meus sonhos
e com tua luz ofusca meu olhar
imersa nas profudenzas desse prazer
eu naufrago em teu mar...
 
serpenteie-me!
enrosca-me, prenda-me em teus braços
e deixamos nos embalar nesse vaivém
entre beijos e amassos, deslizando em
mim o teu afagos...
 
Desordene!
a minha razão nessa total
incoerência, nesse desatino inexplicável
forjamos o bem e o mal, a luxuria e o pecado
que nos arrebata nessa inebriante incongruência...

Sacie-me!
nessa vontade louca e explicita de tanto
te querer, deixe escorrer em mim a simetria
morna de tua demência, e faça de meu orgasmo
o apanágio de nossas penitências...
 
Lu Lena
 
January, 2009

SONHO VAZIO

 

 
SONHO VAZIO
 
Sinto a brisa que
toca minha pele
nesse desejo que fere
submisso fica a mim
em lampejos frementes
que não tem fim...
queimando nossa libido
 fogo devasto e proibido
ouço teu chamado nesse
sonho delirante de paixão
vejo anjos, fadas e querubins
nua com um véu de cetim
e na nuvem de algodão
deito-me arfante
arqueando as pernas
úmida escaldante
e macia...
nesse prazer que
nos alucina...
ritmos descompassados
bate meu coração...
nessa volúpia
que nos extasia...
gemo baixinho
suores e tremores
nesse desatino sonho
contigo...
beijando meu rosto e
minha boca
deixando-me arfante
e louca...
com ardor e carinho... 
sussurro ao teu ouvido 
-Faça amor comigo...
abafas meu pedido
cheio de desejo...
pressiono levemente
meus lábios...
para mais um frenesi
num suor desvairado...
um grito incontido...
em estado de torpor
adormeço no teu peito
sorrindo...
e, nesse sonho vazio
onde te amo até no
sonhar...
vejo apenas que foi
um devaneio
disperso no brilho
do teu olhar...
 Te busco!
onde estás?
Não me deixe acordar...
 
Lu Lena
 
November, 2008

FRAGMENTOS DE SONHOS DE AUSÊNCIA (dueto)

 AMOR AUSENTE
 
Peregrino em minha obscuridade
Em companhia sombras confusas
Entre os charcos de inverdades
Na escuridão lágrimas difusas
 
Nessa busca que gela o tempo
Abúlica sigo com minha solidão
Deixo corpo e alma ao relento
Com fragmentos do meu coração

Vivo e sobrevivo nessa carência
Que o vento me traga o teu viver
Num amor sublimado em inocência

Junção eternizada num único ser
Romper os grilhões em penitência
Esse amor ausente venha preencher
 
Lu Lena
 
 
FRAGMENTOS DE SONHOS II
 
Não estou na escuridão, pois tenho tua alma a me iluminar,
Sim meus lábios tremem, a cada vez que te chamo amor.
Nunca te toquei carnalmente, mas me sinto a te acariciar
Com a volúpia de meus olhos que te vêem com ardor.
 
Não são pecados sentimentos e desejos de te beijar,
São apenas reflexos da excitação que vejo no esplendor
De teus olhos esverdeados cuja íris fustigam a brilhar,
Lançando o lume estrelar de tua alma que com fulgor,
 
Atrai-me, chama- me e alucina-me como estivesse a gritar,
Por meu nome num profundo grito ensurdecedor,
Que vara a madrugada e a distancia e me chama para te amar
 
E faz que imediatamente me acorde e sem destemor
Procure-te e encontre fragmentos, algo para te alcançar
No cume de teu leito celestial através destes versos amor. 
 
Dirceu Marcelino
 
November, 2008

É NATAL...

 
É NATAL...


Natal... A reflexão em festa que anuncia
Vejo luzes da ribalta em minha solidão
Lembrança indolente cria raízes e fica
Lágrimas soltas inundam meu coração

No presépio arrumo a palha acolhedora
Nostalgia etérea que parece não ter fim
Contemplo inerte nazareno na manjedoura
Anjos de asas parecem sorrir para mim

Em minha memória ouço ainda a cantiga
Risos esbaforidos em algazarra pueril
Entes queridos que marcaram minha vida

Em meu peito a dor d'uma saudade febril
Adornando os presentes em laço de fitas
Para por na cruz de Jesus que a tudo resistiu.

Lu Lena 

 

 

ऌ۞ Lena ۞ऌ

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Os meus sonhos, o vento não pode levar...
a esperança, encontrei no teu olhar...
os meus sonhos, a areia não vai enterrar
porque a vida
recebi ao te encontrar...