CORPOS SEDENTOS
delineam-se corpos em toques sensuais
sussurros de fantasias ardentes e irreais
insanidade de desejos refletido no luar
madrugada espreita a paixão incendiar
Tortura inebriante cheia de intenções
orbitando silêncios em êxtase de grilhões
ardentes buscam-se numa avidez sem fim
bocas desorientadas entre o não e o sim
lençóis com respingos de suores refletidos
coesão de sentimentos loucamente sentidos
corpos sedentos em júbilo entrelaçados
sintonia perfeita do prazer sacramentado
despertam-se da letargia dessa entrega
tortura angustiante da próxima espera
espasmos luxúria no olhar ávido e guloso
vertigem que escorre no ápice do gozo
Lu-Lena